Escondidinho de Camarão da Pri


Adoro receitas que permitem variações infinitas, o Escondidinho é uma delas: você pode trocar o tipo de carne, os ingredientes do purê, temperos e até o queijo da mistura.
Sem contar a praticidade de poder fazer uma grande parte do preparo antes e deixar só o aquecimento para a hora de servir, o que faz deste prato uma ótima idéia para recepções, deixando você bem livre para curtir os amigos enquanto o forno trabalha por você.

Esta é a segunda receita deste prato que nossa "cumadre" me empresta para colocar no Sabor, a primeira é esta aqui, que já é um clássico da Pri e faz o maior sucesso no blog.
Já este de camarão foi criado especialmente para um jantar que fizemos lá em casa.
Olha que delícia!


Ingredientes para o purê de abóbora cabotiá:
- 1,5kg de abóbora cabotiá;
- 1 cebola média;
- salsa e cebolinha desidratada a gosto;
- 200g de requeijão (utilize aquele tubo de 500g, pois iremos utilizar o restante no camarão);
- 2 colheres de sopa de manteiga de leite;
- sal e alho a gosto.

Ingredientes para o camarão:
- 2kg de camarão médio;
- 1 cebola média;
- 2 colheres de sopa de azeite aromatizado com alecrim (se não tiver o azeite aromatizado, utilize o comum);
- 300g de requeijão (o restante do tubo);
- 1 colher de sobremesa de açafrão ou curry
- salsa e cebolinha desidratada a gosto;
- sal e alho a gosto.

Ingredientes para a montagem:
400g de queijo canastra ralado;
200g de queijo parmesão

Modo de preparo do purê:
Cozinhe o cabotiá até ficar mole ao ponto de amassar no espremedor de batatas. Esprema o cabotiá e reserve. Refogue a cebola e o alho na manteiga de leite e junte o cabotiá e mexa. Coloque o sal, a salsa, a cebolinha desidratada, o requeijão, misture até levantar fervura para não agarrar no fundo e reserve para prepararmos o camarão.

Modo de preparo do camarão:
Refogue a cebola e o alho no azeite e acrescente os camarões. 
Acrescente o açafrão, a salsa, a cebolinha e o sal e deixe a água que irá sair dos camarões secar. Misture com cuidado para não desmanchá-los. Desligue o fogo e coloque o requeijão por cima dos camarões e misture.


Montagem:
Em potes de porcelana ou outro material que poderá ir ao forno, coloque uma camada do purê de cabotiá, camarões a gosto, cubra com o queijo canastra ralado e coloque mais uma camada do purê. Para finalizar, salpique queijo parmesão para dourar no forno.
Após montado, coloque em forno médio (180 graus) até o queijo parmesão dourar.

Já que esse prato combina com um bom encontro, vamos festar com a Maria Rita.



Brownies recheados de ganache de chocolate branco



Na minha família todos são formados em artes plásticas, menos eu. Atualmente isso fica nítido quando vou desenhar dinossauros e robôs para o Luca ou quando me arrisco em receitas com montagens muito delicadas na cozinha. Chega a ser constrangedor...

Esses docinhos aqui são um exemplo disso, penso que ficarão lindos em mãos mais habilidosas, ou mais pacientes.
Mas não desanime, o preparo é bem simples e o sabor é ótimo. Tenho certeza que os seus ficarão bem mais bonitos!



Ganache
Ingredientes:
- 500g de chocolate branco
- 100g de manteiga sem sal
- 1 lata de creme de leite (sem o soro)
- 150 ml de leite integral


Preparo:
Para fazer o ganache derreta o chocolate e a manteiga em banho maria ou no microondas. Retire e acrescente o leite e o creme de leite, misture na batedeira ou com um fouet até conseguir um creme bem liso. Reserve na geladeira.





Brownie
(receita adaptada do blog DigaMaria)
Ingredientes:
- 500 g de chocolate meio amargo em pedaços
- 6 ovos médios 
- 150 g de manteiga sem sal
- 100 g de açúcar refinado
- 100 g de açúcar mascavo
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- 225 g de farinha de trigo


Preparo:
Coloque a manteiga e o chocolate em pedaços numa tigela e leve ao microondas por cerca de 3 minutos, na potência média, ou até que estejam derretidos. Misture bem e reserve.

Em uma outra tigela, bata os ovos e os dois açúcares até ficar cremoso. Adicione o sal, o chocolate derretido, a baunilha e a farinha, misture bem.Importante: deixe a mistura esfriar na geladeira por duas horas.
Pré-aqueça o forno a 200 graus.
Faça pequenas bolinhas com a mistura (uso uma colher de sopa cheia como medida), coloque-as em uma forma forrada com papel manteiga untado, deixando um bom espaço entre elas para que não grudem quando "achatarem". Leve para assar por 20 minutos, até firmar. Faça o teste do palito e fique atento, como as bolachas são finas e pequenas podem passar do ponto muito fácil. Retire do forno e deixe esfriar.

Depois é só montar, colocando um pouco de ganache entre as duas "bolachas". Finalize polvilhando chocolate em pó sobre cada um. Bom apetite! 

E no som vamos com uma banda muito bacana que meu primos de Brasília me apresentaram tempos atrás: 5 a Seco.

Cervil: degustação, avaliação e prazer

 “A cerveja, se bebida com moderação, torna a pessoa mais dócil, alegra o espírito e promove a saúde.”
(Thomas Jefferson)

“Olfato e paladar são, na verdade, um único sentido composto cujo laboratório é a boca e a sua chaminé, o nariz…”
(Jean-Anthelme Brillant-Savarin)

Seguem algumas preocupações que aqueles que querem aproveitar plenamente o que uma grande cerveja pode oferecer, harmonizada ou não com um maravilhoso prato, podem seguir para potencializar a experiência de degustar uma cerveja. 



1.      Escolha um lugar calmo e sem odores fortes presentes no ambiente e evite o consumo de alimentos fortes ou muito condimentados antes da degustação, pois eles podem atrapalhar a capacidade de se sentir aromas e sabores da cerveja.
2.      Tome nota de todas as informações pertinentes sobre a cerveja para que, caso queira, você possa repetir a experiência sabendo onde e o que comprar.
3.      Beber cerveja recreativamente é ótimo e é um hábito que, quando de forma moderada, faz bem ao corpo e à alma. Por isso, deve ser feito sem compromisso e sem regras, entretanto degustações e avaliações devem ser feitas de acordo com processos e interesses pré-determinados.
4.      Para organizar degustações, respeite regras básicas como começar da mais clara ou da com menor graduação alcoólica, para a mais escura, mais amarga ou a com maior quantidade de álcool por volume.
5.      Use copos adequados para cada cerveja, bem lavados e enxaguados para não haver resquícios de sabão que podem atrapalhar a formação de espuma. Verter a cerveja em copos ligeiramente molhados auxilia na formação do creme. Sobre copos congelados, recuse-os em quaisquer ocasiões, pois eles interferem decisivamente nas propriedades sensoriais da cerveja. Eis alguns tipos de copos e as cervejas que melhor são degustadas com o uso deles:
Copo Pilsner - todas as cervejas Standard e Premium American Lager e todos os tipos de Pilsen, além da Schwarziber e outras lagers escuras.
Copo Caldereta (Shaker) - todas as English e American Ales, IPA, Imperial IPA.
Copo Pint (Becker) - todos os estilos de Stout, Bitter e Porter.
Copo Weizen - todas as cervejas do tipo Weiss: Weizen, Weizenbock, Dunkelweizen, etc.
Copo Tulipa - Strong Ales Belgas, Saisons, Bocks, Scotch Ales.
Copo Cálice (Goblet ou Bolleke) - trapistas belgas em geral; Strong Ales belgas; cervejas Dubbel, Tripel e Quadrupel.
Copo Flute - Todos os estilos de Sour Ales, Lambics, Faros e Gueuzes, além de todas as cervejas feitas segundo o método champegnoise.
Copo Caneca (Mug ou Stein) - HellesIrish Red AlesPilsens em geral, Oktoberfestbier/MarzenStandard e Premium American Lagers.
Copo Mass (Seidel) - Típico de eventos como o Oktoberfest, serve normalmente a cervejas como as Helles, as Pilsen em geral, as Standard e Premium American Lagers.
Copo Taça (Pokal ou Footed Glass) - usados comumente em degustações ou como copo comercial de várias cervejas Lagers claras como é o caso da Stella Artois.
Copo Tumbler - Witbiers, Stouts e IPAs.
Copo Cilíndrico (Stange, Stick ou Collins) - usados por tradição para servir cervejas dos estilos Kölsh e Altbier (um pouco mais largo), além de Vienna Lagers e Rauchbiers.
Copo Conhaque (Snifter) - Barley Wines, Old Ales, Bocks, Imperial Stouts.
Copo Americano (Cachoeirinha) - usado no Brasil para tomar cervejas Lager comerciais.




Copo ISO - degustações e provas de cervejas variadas. Muito usado em degustações profissionais e campeonatos.
6.      A temperatura de serviço deve respeitar quatro faixas básicas para que se aproveite melhor a experiência cervejeira, ainda que nunca se deva tomar cerveja abaixo de 2 ou 3º C, porque a partir dessa temperatura as papilas gustativas são anestesiadas, o que impede a capacidade de sentir integralmente sabor e mesmo aroma. Importante ressaltar que os parâmetros abaixo são inspirados em concepções do mestre Michael Jackson, mas devem ser adaptados ao clima e à temperatura ambiente em que se beberá cada um dos estilos de cerveja sugeridos.
- entre 2 e 4°C: Lagers claras em geral, como as Light Lager ou mesmo as Pilsner; Weissbier claras; Helles; Dortmund Export; Witbier; cervejas sem álcool.
- entre 5 e 7°C: Lambic com adição de frutas; Faro e GueuzePale Ale inglesas; Vienna lager; Oktoberfestbier.
- entre 8 e 12°C: Lagers escuras como as Schwarzbier; Amber Ale; Dunkel e WeizenbockPorters; Stouts; Strong Ales claras; Tripel; Dubbel; Bock.
- entre 13 a 15°C: Quadruppel; Old Ale; Barleywine; Dark Strong Ales; a maioria das cervejas trapistas; Eisbock; Doppelbock.
7.      Dependendo do estilo a ser experimentado, verta o copo na vertical desde o início para favorecer a formação de espuma ou comece a despejar o líquido a 45º e depois produza o creme com o copo na vertical.
8.      A degustação exige o uso de todos os sentidos dos envolvidos, portanto observe e sinta atentamente características como aparência, aroma, sabor, espuma, persistência, adstringência, “retrogosto”, etc.
9.      Entenda que cada cerveja tem características específicas que podem não lhe agradar, mas são desejadas em determinado estilo. Portanto, saiba degustá-las diante da expectativa que se deve ter sobre elas. Enfim, estude o estilo e mesmo a cervejaria escolhida antecipadamente para saber exatamente o que esperar dele e como julgá-lo.
10.  Para iniciar o procedimento de degustação é importante atenção a questões como o barulho e quantidade de gás liberado quando da abertura da garrafa; a turbidez ou transparência da bebida; a espuma produzida; o tamanho das bolhas; a viscosidade e a cor do líquido; etc.
11.  É fundamental cheirar lenta e profundamente a cerveja para que se possa não só perceber a totalidade das notas liberadas como sua intensidade, por isso, assim que verter a cerveja no copo, cheire-a generosamente, mesmo porque muitas notas do aroma são voláteis e esgotam-se rapidamente. Lembre-se que muito da sua capacidade de perceber nuances no paladar, está intimamente ligada à percepção de aromas. Caso necessite, agite o copo em círculos para liberar mais aromas presentes na cerveja, pois os seres humanos podem perceber até 10000 aromas.
12.  Beba a cerveja. Certifique-se de que ela esteve em todos os cantos da sua boca, para colocá-la em contato com todos os seus sensores capazes de identificar diversas nuances e sabores na bebida. Fique atento para a persistência do sabor em sua boca, o gosto residual e a forma como seu nariz percebe as sensações provenientes da boca, como é o caso de cervejas em que o álcool é mal inserido, o que é muito perceptível na expiração pelo nariz.
13.  Entre uma cerveja e outra, deve-se limpar o paladar com pães neutros, água ou bolachas de água e sal.


Apesar de tantas regras, não permita que o prazer de tomar cerveja seja substituído pela pompa vazia, pelo academicismo pretensioso, pela degustação da cerveja acima da experiência humana de sentir o novo, de se lançar no desafio da independência sensorial e intelectual, pois, além da imprescindível autonomia política, sentir, saborear, odiar, gostar, etc., de forma autônoma são atos de desafio e coragem num mundo dominado pela mesmice do fast food, da falta de tempo para cozinhar, pela falsa ideia de que quantidade sempre supera a qualidade, enfim, aproveite a vida, beba menos para beber melhor; coma com consciência para comer sempre; experimente o novo sem desrespeitar o passado. Conselhos... são sempre duvidosos, mas beber e comer bem, entre amigos ou família, é uma verdade material e mística acima e além de todos nós.
Para ouvir, uma playlist com sabor, textura e aroma a fim de harmonizar com uma bela cerveja belga trapista para combinar com o frio que se aproxima, para aquecer a alma e para brindar a excelência de pessoas que dedicaram uma vida à fabricação de grandes cervejas.



Saudações cervejeiras, musicais e gastronômicas,


Estéfani Martins
Professor, sócio do restaurante Santo Malte, membro da Associação de Incentivo à Cultura Cervejeira (AssoCerv), membro da Confraria de Cultura Cervejeira do Cerrado (CCCC) e membro da ACervA Mineira. 

Que tal um dia todo de delícias para sua mãe?

É pessoal, Dia das Mães está aí e tenho certeza que todo mundo está pensando em um jeito de fazer um agrado além do presentinho.
Penso que se você gosta de cozinha já deve ter feito um almoção pra ela, que é tão importante. 
Então vamos movimentar as coisas esse ano, vamos fazer mais, vamos cozinhar pra ela o dia todo! Há! 

Imagina só: ela acorda com um pãozinho, bolo e salada de fruta. Tudo feito por você. Ela já ganha o dia e fica toda se achando. 
Quando pensa que já ganhou esse mimo todo, você começa a preparar uma bela massa e faz a casa toda ficar tomada pelo aroma do almoço. 
Depois da sobremesa, ela vai ter a certeza que realmente tem a melhor filha ou filho do mundo. 
Mal sabe ela que você ainda tem uma salada, um caldinho e uns biscoitinhos pra fechar o dia. 
Você acha que ela vai esquecer deste dia? ;)

Sei que não é muito fácil, então escolhi receitas mais simples ou que podem ser preparadas com antecedência. 
Você pode pedir ajuda também, afinal cozinha cheia é sempre mais divertida! 


Café da manhã
Pão de Curry e Coco: Um pãozinho supercheiroso pra fazer o dia dela começar cheio de aromas e sabores.
Tartar de frutas: Essa vai ser sucesso para as mães que pegam leve, além de ter uma apresentação bem bacana.
Bolo integral de figo, passas e amêndoas: Adoro a combinação de ingredientes desta receita.

Almoço
Saladinha de frango grelhado, ervilhas, tomate e hortelã: Leve, colorida e muito saborosa.
Massa ao molho branco com amêndoas, rúcula e crocante de calabresaNão consigo pensar em um almoço de Dia das Mães sem uma massa.
Pudim de laranja: Essa receita é da mãe de uma leitora do blog, adoro a sua simplicidade.

Jantar
Salada de folhas com abacate, manga e nozes: Todo mundo comeu bastante durante o dia, hora de pegar leve com essa saladinha.
Caldo de pera, batata e parmesão: Adoro caldos, principalmente à noite. E você vai se surpreender com esta combinação de ingredientes.
Biscotti de chocolate: Esses biscoitinhos italianos são perfeitos para fechar o dia, acompanhados de um cálice de porto, uma xícara de chá ou café.

Espero que essas receitas possam te ajudar nesse dia tão importante, mas o que vale mesmo nesta data é tentar devolver pelo menos um pouco de todo amor, carinho e atenção que nossas mães nos dedicaram por tanto tempo. Seja com um prato gostoso, um presente bonito ou uma bela declaração.
Falando em declaração, no lugar da música que sempre fecha o post, hoje apresento um video emocionante que a Algar Telecom fez para homenagear as mães. Uma simples sessão de cinema se tornou um momento muito especial.
Que sirva de inspiração para voce expressar todo amor que sente por essa mulher fantástica! ;)






Salada de folhas, pêras grelhadas, gorgonzola e nozes



Não sei vocês, mas aqui a preguiça de comer salada aumenta quando a temperatura cai, acho que é natural querermos algo mais quentinho e reconfortante nessa época.
Por outro lado, é o tipo de comida que um cara meio sedentário como eu não pode se dar ao luxo de comer toda hora.
Então para encarar uma salada eu tento dar um "upgrade" nos ingredientes para ganhar um pouco mais de intensidade e sabor quando o tempo está mais fresco.

Neste prato temos uma mistura clássica: pêra e gorgonzola, um contraste perfeito de sabores, e grelhando a fruta reforçamos ainda mais sua doçura.
Se você gosta deste tipo de combinação e nunca experimentou esta dupla na mesma receita sugiro correr pra cozinha agora! 

As nozes são outro complemento importante, mas podem ser substituídas por amêndoas, avelãs e outras castanhas. A dica é assá-las por alguns minutos, faz toda diferença! 

E claro, para você poder chamar de salada, algumas folhas são importantes. Usei um mix de folhinhas novas que gosto muito, mas uma mistura de alface, agrião e rúcula vai muito bem.

Além de tudo, acho a sua apresentação muito bacana, tenho certeza que você vai impressionar.

Ingredientes:
- folhas de sua preferência, se possível bem novas.
- pêras (usei a portuguesa)
- queijo gorgonzola ou roquefort
- nozes ou outro tipo de castanha
- mel
- suco de limão
- azeite
- sal 
- vinagre balsâmico, de preferência reduzido (opcional)

O único preparo que precisa ser explicado é da pêra, olha só:
Corte-as em fatias de +- 1cm. Tempere-as com um pouco de mel, azeite, suco de limão e sal.
Em uma frigideira bem quente (estar muito quente é importante para grelhar e não cozinhar) grelhe as fatias sem movimentar muito, para que elas não desmanchem. Reserve.

Aí é só montar: sobre as folhas, nozes e o queijo picados grosseiramente. Finalize colocando as fatias de pêra, um fio de azeite e de vinagre balsâmico. Sirva e aguarde as expressões de surpresa boa dos convidados ;)

Para acompanhar vamos com um som que minha Carol gosta bastante: Thiago Pethit

Arte no Sanduíche por David LaFerriere


Um monte de saquinhos de sanduíches: todos desenhados, mais parecem uma coleção. Pois isso é ideia de David LaFerriere, designer gráfico e concorrente a melhor pai do mundo. David vem ilustrando os sacos plásticos do sanduíche dos filhos desde 2008. As ilustrações são sempre uma surpresa, já que eles não vêem o desenho até a hora de comer na escola. E olha que já são mais de 1.100 imagens! Sorte a nossa, já que ele fotografa um a um e os disponibiliza em seu Flickr. Pra se inspirar!







Via.

Frango Caipira e uma viagem deliciosa



Sempre comento por aqui das alegrias que esse espaço me proporciona, e sem dúvida nenhuma a maior delas é a possibilidade de conhecer pessoas. Fiz amizades verdadeiras e tenho privilégio de conviver com gente muito bacana graças ao blog.
A família Mesquita se enquadra perfeitamente nessa situação.

Conheci primeiro a Érika, que é representante da Valduga na nossa região. Logo fui apresentado ao seu marido Gil Mesquita, responsável pelo excelente blog Vinho para Todos e atualmente também pela coluna mensal Vinho & Mesa aqui no Sabor Sonoro. 

Assim nosso interesse comum pela gastronomia fez com que a relação virtual se transformasse em real rapidamente. Com eles aprendo cada dia mais sobre o apaixonante mundo dos vinhos.

Um dos nossos encontros foi na Fazenda do pai da Érika, a 100km da nossa cidade.
Lá fomos recebidos como reis, no meio de um pomar com belas árvores. Com um cuidado e um carinho único em cada detalhe, eles nos proporcionaram um incrível fim de semana como todos poderiam ser: leve, alegre, cheio de ótimas conversas, vinhos e pratos maravilhosos.

E no almoço de domingo a Érika fechou nossa viagem com chave de ouro: um delicioso frango caipira acompanhado por um risoto de quiabo.




Vô Tatá e a linda Antônia 
Caio
Theo
Érika e Gil
Alice, Vinício e os pequenos
Carol e Davi


Luca e seu novo amigo









Receita: Frango caipira pira pora, nossa senhora da Abadia!

- 1 frango caipira daqueles que pastam e não daqueles que comem ração.
- 1 colher de sopa rasa de açafrão
-  3 colheres de sopa de óleo de sua preferência, ou manteiga
- 3 cebolas médias picadas bem picadinha.
- 3 dentes de alho
- pimenta do reino a gosto
- pimenta dedo de moça a gosto
- mais ou menos 2 litros de água.
- cheiro verde a vontade, e alho poró fatiado fininho.

Modo de preparar:
- Em uma panela aqueça o óleo, e coloque a cebola para dourar. deixe dourar bastante, pois ela ajuda a dar aquela cor linda ao frango, mas cuidado, se queimar dará um gosto amargo ao frango. 
- Assim que estiver dourada, acrescente o alho amassado e o açafrão, deixe refogar um pouco e acrescente o frango, deixando os miúdos: coração, fígado, rins, do lado de fora. Refogue bem, frite o frango até todos os pedaços ficarem bem dourados.
- Verifique se o frango estiver bem douradinho escorra o excesso de óleo, acrescente os miúdos e vá acrescentando água aos poucos, deixe a panela sempre tampada e acrescente também a pimenta.
- Deixe cozinhar e vá acrescentando a água. Assim que estiver cozido, desligue e acrescente cheiro verde picado e alho poró.


Receita: Risoto de quiabo

- 300 g de quiabos, lavados, secos e em pedaços cortadas na diagonal.
- 400 g de arroz arbóreo ou carnaroli.
- 150 ml de vinho branco seco.
- 1 1/2 cebolas cortada em pequenos cubos.
- 3 dentes de alho triturados.
- 1 1/2 litro de caldo de galinha ou de legumes (aqui em casa faço com antecedência e leva ervas, temperos, cenoura e alho poró).
- 50 g de queijo parmesão ralado.
- 2 colheres de sopa de manteiga.
- sal e pimenta do reino moída na hora

Modo de preparar:
- Coloque um pouco de manteiga numa panela e deixe esquentar. Adicione o alho sempre antes da cebola, pois a cebola solta água e não deixa o alho refogar. 
- Junte o arroz e refogue bem.
- Adicione o vinho, continuando a mexer, até evaporar o álcool.
- Coloque o caldo (de galinha ou legumes) aos poucos, sempre mexendo.
- Quando o arroz estiver quase no ponto, acrescente o quiabo que deverá ser feito em um frigideira separadamente, apenas com azeite quente ou manteiga. Frite os quiabos secos sem mexer muito e no final tempere com sal. Ele ficará sequinho, e não precisa usar mais nada.
- Verifique os temperos e corrija, se necessário. 
- Assim que o arroz estiver no ponto, coloque a manteiga e continue mexendo.
- Adicione o queijo parmesão ralado, e dê uma ultima misturada.
- Sirva imediatamente.

Algumas dicas importantes da Érika sobre as receitas:

- O segredo para ter um risoto saboroso de quiabo é acrescentar o quiabo apenas no final, pois se ele cozinha muito fica amarelo e babento. Frite sempre em azeite quente (óleo ou manteiga) e nada de mexer muito.
- É um prato fácil e que impressiona, principalmente aos que não tem muito costume de comer este ingrediente.
- Separe sempre um pouco de quiabo para jogar por cima do risoto, fica bonito e os que ficam por cima são crocantes e muito saborosos.





Sul africano que harmonizou bem com o frango

Grande verdade

Em homenagem ao casal que recebe como ninguém, uma bela canção dos Beatles muito importante para eles ;)

Vinho & Mesa :: Espumante para as comidinhas e aperitivos improvisados

Uma entradinha elaborada com alguns ingredientes que estavam "sobrando" na geladeira.

Entre amigos eu sempre digo que espumante vai bem até com arame farpado! Um exagero só pra realçar o que penso sobre as harmonizações possíveis com essas delícias borbulhantes, que vão bem com quase tudo, de comidas gordurosas a sushi, de saladas de folhas até sobremesas. 

Claro que as harmonizações ficarão melhores se você seguir algumas regrinhas. Mas o intuito dessa coluna é simplificar, é realçar que aqueles petiscos de boteco ou aqueles que você faz em casa com alguns ingredientes que estão sobrando na geladeira se dão muito bem com os espumantes, principalmente os secos (brut) que não competirão com a maioria dos ingredientes.

Quando pensava sobre o tema de hoje falei com a Érika, minha esposa, que disse: "tem aspargos na geladeira, precisamos usar". Aspargo está na lista dos ingredientes de difícil harmonização, principalmente se o vinho for tinto, porque costuma deixar na boca uma sensação metálica. Então, um espumante seria uma saída segura para essa combinação. Ela completou: "vou fazer uma entrada com aspargos, tomate e gorgonzola". Ótimo, pensei. Um ingrediente difícil, um ácido e um salgado. Ótima chance de mostrar o potencial de harmonização para os espumantes. 

E por que isso acontece? Porque os vinhos espumantes têm aquelas bolhinhas que na verdade são fruto de uma segunda fermentação realizada (na própria garrafa ou em tanques de inox), formadas por gás carbônico que se desprende do líquido. Essas bolhinhas são responsáveis por "limpar a boca" quando bebemos com comida. Além disso, os espumantes têm normalmente uma boa acidez, especialmente os secos ou extra-secos, que combate bem a gordura e dá sensação de frescor. 

Para acompanhar a entrada que a Érika fez escolhi um espumante brut de um dos ótimos produtores brasileiros, a Cave Geisse, fundada em 1978 pelo enólogo chileno Mario Geisse, responsável pelos vinhos da conhecida vinícola Casa Silva. Nas terras de Pinto Bandeira, distrito de Bento Gonçalves, Geisse encontrou o terroir ideal para elaborar seus espumantes premiados e de bom preço. 

Espumante brut branco, elaborado com uva tinta. É o que chamamos Blanc de Noir.

Esse espumante é um Blanc de Noir, uma expressão francesa que significa que foi elaborado com 100% Pinot Noir. Ela é uma uva tinta, mas a fermentação é iniciada sem contato com a casca. Então, o vinho fica branco. É brut, que no caso da lei brasileira é seco, com até 15 g de açúcar por litro, elaborado pelo método tradicional (champenoise, para os franceses) com a segunda fermentação realizada na própria garrafa. 

Quando servido o espumante apresentou ótimos aromas. Em boca é cremoso, repete os aromas, tem bolhinhas finas e persistentes e boa acidez. Na companhia da comida fez o que eu esperava: limpou a boca, acrescentou sabores aos da comida e tornou o final de boca muito prazeroso. Sabe quando você termina de beber o vinho com a comida e a sensação que fica é muito mais interessante do que a comida ou o vinho sozinhos? Pois é! Essa é a harmonização ideal.

Fica a sugestão pra você experimentar os espumantes com maior frequência, não só como aperitivos bebidos sozinhos, mas como ótimas companhias para as mais diversas comidas e ocasiões. 

Saúde a todos!



Gil Mesquita
Professor universitário em cursos jurídicos, enófilo apaixonado, mantém desde 2006 o blog Vinho para Todos.

Arroz de Pato e dois molhos essenciais


Semana passada não poderia ter acabado melhor! 
Se você acompanha o blog sabe que o Sabor Sonoro estava participando de um concurso cultural do Livro "A Refeição em Família" do Ferran Adriá. Para saber mais detalhes é só ver este post.
No final da tarde de sexta recebi a notícia que o Sabor Sonoro havia ganhado! 

Por isso, preciso antes de mais nada fazer alguns agradecimentos: 
A Carol, minha esposa, que teve a maior paciência e cuidado em deixar tudo lindo e arrumado.
Minha talentosa irmã pelo bolo de chocolate e a força de sempre na cozinha.
A Kris do Cozinhando para Relaxar que conseguiu o ingrediente principal da refeição.
A Editora Agir pelo convite e reconhecimento, principalmente a Patrícia Mendonça.
A minha família, que é constantemente cobaia das minhas experiências culinárias, esperando pacientemente fotografias, produções, atrasos e comida fria..rs

E obrigado a todos vocês que torceram por nós. Valeu de verdade! 

Agora vamos ao Arroz de Pato, receita que me persegue a algum tempo e foi testada pela primeira vez no almoço feito para o concurso.
Na primeira vez que li a instrução de preparo, vi que nela constavam dois molhos que até então não conhecia: Picada e Sofrito. Pesquisando sobre descobri que são de origem catalã e essenciais em muitas receitas espanholas e latinas, quase sempre usados como a base de refogados ou finalizações de preparos. Como toda receita básica, são inúmeras variações de ingredientes e preparos pela internet.
O que posso dizer é que fiquei tão surpreso com o sabor dos dois que já estão na lista do obrigatórios, como o pesto ou a tapenade, dão um toque especial em qualquer receita. Outra vantagem é que eles duram um bom tempo na geladeira e até seis meses no freezer.
Por isso as quantidades que sugiro para os molhos são bem maiores que as que você vai usar na receita, para poder guardar para usar em outras receitas.

Sugiro o seguinte: cozinhe o pato e faça os molhos no dia anterior. Assim o preparo no dia de servir será rápido como fazer um risoto.

Ingredientes do Sofrito
Sofrito

Ingredientes:
(rende 350g)
- 40g de dentes de alho
- 120 ml de azeite de oliva
- 1kg de cebola
- 1g de tomilho desidratado (usei 5 ramos frescos)
- 1g de alecrim desidratado (usei 3 ramos frescos)
- 1/2 folha de louro desidratada (usei 2 folhas)
- 225g de purê ou massa de tomate
- 2g de sal (usei uma colher de sopa rasa)

Preparo:
Processe o alho e a cebola até conseguir uma pasta uniforme. Refogue no azeite até dourar.
Abaixe o fogo, acrescente as ervas e 4/5 do molho de tomate. Cozinhe por mais ou menos 20 minutos, mexa de vez em quando pra não queimar o fundo. Acrescente o restante do tomate e cozinhe mais 20 minutos, até conseguir uma pasta grossa e bem concentrada.

Ingredientes da Picada
Picada

Ingredientes:
(rende 100g)
- 0,5g de tiras de açafrão (usei uma embalagem que vem com 0,2g - a mais comum de encontrar)
- 25g de salsinha fresca
- 1 dente de alho
- 200 ml azeite de oliva 
- 175g de avelãs sem pele tostadas

Preparo:
Embrulhe o açafrão em um papel alumínio e toste-as levemente em uma frigideira quente por alguns segundos. Cuidado para não queimar!
Processe todos os ingredientes com um liquidificador ou mixer até virar uma pasta grossa e uniforme. 

Picada e Sofrito



Arroz de pato

Ingredientes:
(6 a 8 porções)
- 2 litros de caldo de galinha (usei o caldo do cozimento do pato)
- 3 coxas e sobrecoxas de pato (usei 4)
- 50 ml de azeite de oliva
- 50 ml de vinho branco (usei no total 200 ml)
- 180g de sofrito
- 600g de arroz de paella (usei o arroz arbório) 
- 2 colheres de sopa de picada

Preparo:
Refogue as coxas e sobrecoxas até dourá-las, acrescente o vinho, o sofrito e mexa bem. Assim que começar a ferver cubra de água e cozinhe até ficar que a carne fique bem macia.
Espere esfriar e desfie a carne. Coe o caldo do cozimento e reserve.
Agora é como se fosse fazer um risoto:
Refogue a carne e o arroz acrescentando mais caldo sempre que começar a secar. Acrescente também a picada e cozinhe até o arroz ficar "al dente". Experimente e corrija o sal se necessário.
Agora é só juntar a família e curtir. Bom apetite! 

Como o clima aqui é de felicidade, acho que essa música da Zélia Duncam cai bem.